15 agosto 2016

TRECHO DO LIVRO "O LAGO DOS PEIXES ETERNO"

UM PEDACINHO SIGNIFICATIVO DO LIVRO
"O LAGO DOS PEIXES ETERNOS".




Um velho peixe havia esperado muitos anos, além daqueles que sua natureza lhe permitia, por seu descanso eterno, mas pelas mãos de um pescador (apesar de que a sabedoria maior de um peixe é livrar-se dos letíferos anzóis). Entendia ele que sua existência, exageradamente longa, era o nó que atrasava o seu lago. Esse atraso seria causado pelo excesso de influências duradouras de elementos internos, deixando o lago sem contato externo, principalmente com os pescadores. Influências imposta por ele durante muito tempo.
Na natureza não há essa de ética humana, a vida se dá pelo consumo de seus recursos. A roda da vida é sustentada pela cadeia alimentar. E quando há muitos para comer, falta comida; e quando é o contrário, quando há muita comida, algum tipo de problema ocorre naquele espaço, como a população de mosquitos que cresce em detrimento da população predador, como por exemplo, os lagartos, como os calangos.
O lago de peixes velhos ou o lago dos peixes eternos, como era conhecido pejorativamente pelos seres dessa floresta, necessitava mudar. Esse era o papel do Velho Peixe e do jovem Pássaro Carão. E, sem saber, esses dois moradores da selva vizinha da comunidade Canarinho, estavam plantando ali as sementes da preservação ambiental de maneira sustentável, isto é, de maneira que a geração presente não atrapalhasse a existência das gerações futuras para satisfazerem as suas necessidades vitais, quer dizer, usando adequadamente os recursos que a natureza e o progresso humano oferecessem, interagindo no espaço geográfico, mudando o que pudesse ser mudado, deixando intocável o que não devesse ser mudado, fazendo nascer uma nova natureza. Ou seja, praticar o fundamento da vida que é preservar-se e desenvolver-se simultaneamente.
Eles entendiam que a natureza deveria servir aos homens como a mãe que amamenta o seu primeiro filho: mantendo-se saudável para amamentar o seu segundo filho que poderia vir no futuro.
 — Se você não sabe, vivemos próximos à era da nova natureza — disse o velho peixe ao pobre pescador por um dia.
— Nova natureza?! O que é isso? — indagou o pescador sem anzol.
  — Nós, da floresta, nós que sentimos mais na pele a força e os segredos da natureza, porque não precisamos criar uma natureza artificial para nos embalar, sabemos o que está acontecendo com a Nossa Mãe. E com a ciência que vocês têm, e que tive o prazer em conhecer, se vai muito longe se vocês quiserem para salvar a natureza, não mais a velha, mas a nova natureza, a que é feita pelas sobras da natureza e o que vocês humanos acrescentarem.
  — Nossa mãe?! A minha já fale... — tentou se explicar o pescador embriagado.
  — A nossa mãe natureza, seu tolo! — intrometeu-se gritando o peixe falante. 
  — Ah, sim! — respondeu, meio sem jeito, o pescador. 
  — Ela está entrando num período de mudanças às quais passam pelas decisões dos seres humanos. Aliás, elas começam pelos humanos e terminam por eles também. Você não sabe disso, eu sei, os cientistas estão se acertando para denominar essa nova era de antropoceno, a era em que o ser humano mudou tanto a paisagem desse belo planeta, que se pretende levar seu nome, culpando-o por desgraças naturais que acontecem e que vão acontecer daqui a alguns anos. O planeta Terra não vai ser destruído. O que vai acontecer é que muitos seres vão desaparecer, o planeta, não. Seres vivos vão morrer, inclusive humanos. E nesse intervalo, em que conversamos, existem seres humanos que estão lutando para continuar tendo uma natureza bela e útil. Você conhece alguém que esteja nessa luta, ou você só conhece ao redor de seu copo de cachaça?
DO MEU LIVRO
"MARTE. MINHA MORTE OU MINHA SORTE?"


MARTE. MINHA MORTE OU MINHA SORTE?

Uma viagem só de ida.
É só isso?
Não.
É muito mais que isso.

Um brilho no olhar,
A perspectiva do desconhecido,
A imaginação da criação humana,
A vida breve para a vida longa:
Breve para mim,
Astronauta colonizador;
Longa para a humanidade,
Para toda a humanidade.

Uma viagem de emoções constantes.

Emoções sem parar.
A cada dia,
Com sol ou não,
Com tempestade de areia ou não,
Com amigos mortos ou não,
Até fim,
Emoções ininterruptas.
Isso e muito mais.

Segredos revelados
Que não serão contados no pé do ouvido
De um irmão ou de um pai,
Mas para toda a humanidade.

E o que ninguém sabe,
Saber-se-á?
E o que ninguém viu,
Será mostrado?
E o que ninguém ainda ouviu,
Pela terra,
Pelo céu,
Pelo mar,
Por que não,
Alguém ouvirá?

Nós veremos,
Nós ouviremos,
Nós falaremos.

Eu estou diante dessa indagação:
Apenas morrerei
Ou terei sorte de viver
O que nenhum outro ser humano,
Além de nós aqui nessa nave,
Viverá?

Desde que deixei de pisar no chão da Terra
Minha mente,
Quando deixa o medo
E a saudade de lado,
Só me faz criar o desejo de viver
Tudo que jamais viveria
Lá,
No Planeta Água.

Então,
Para você
Que jamais irá fazer história,
Porque está preocupado
Com o quilo do arroz,
Infeliz com suas moedas e suas dívidas,
Eternas dívidas,
Sinto em lhe dizer:
Você é um pequeno verme
Que tem conta num banco
Que não dá a mínima
Para as suas moedas de latão!

Para você,
Assim,
Que se acha importante,
Porque sabe de umas coisas,
Poucas coisas,
Poucas porque nunca saberá das coisas que sei
Porque vivi,
Mas apenas saberá dessas coisas
Porque eu vivi para você,
Porque o seu medo de ser mais além
Do que seu umbigo sujo lhe permite.
E que se transformou em uma ridícula engrenagem
De um sistema roedor de sua essência.
Você,
Aí sozinho com sua tristeza que ninguém,
Mas ninguém mesmo,
Pode saber,
Você é apenas um caroço
Dentro do limão,
Do limão já estragado.

Essa viagem só de ida
É tão importante
Que você,
Tão ridículo,
Não terá capacidade de entender
Não entenderá
Apenas se você abandonar
A sua vida como parâmetro
E tomar a humanidade
Como referência maior.

Você já abandonou sua zona de conforto
Quando foi para frente da TV
Assistir-nos decolar.
Você já saiu de seu salto alto,
De seu pedestal de ouro,
Quando,
Balançando negativamente a cabeça,
Entre tantos jovens
Que acharam maravilhosa essa decisão
De ir a Marte,
Você pensou:
“Loucos!”.
Agora,
Outros seres humanos
Entrarão assim para a história.
E você,
Pequeno como um grão de areia,
Que nunca em sua vida
Fez nada de tão grande
Que qualquer ser humano
Não fosse capaz de fazer,
 Você vai ter que aceitar.
Essa é a verdade mais atual
Que você,
Bem velho na mente,
Terá que aceitar,
Mesmo que em sua tolice,
Você diga com seus botões
“estão brincando de Deus!”
Mas não há brincadeira humana
Que Deus,
O Deus de verdade,
Não aprove,
Pois somos feitos,
Acredite,
 Á Sua Santíssima semelhança!



PEDACINHOS DO TRABALHISMO QUE PODEM LIBERTAR OS TRABALHADORES DOS URUBUS POLÍTICOS

SOBRE O TRABALHISMO ECONÔMICO
(Do livro O Trabalhismo Econômico)
Páginas 125 a 127.
O REFERIDO LIVRO MUDARA DE TÍTULO. 
SE CHAMARÁ " A LIBERDADE ECONÔMICA DOS TRABALHADORES".


1.    Com uma Lei a favor da participação efetiva nos lucros  aprovada, e tendo essa lei a prerrogativa de única forma de pagamento aos trabalhadores por seu esforço na produção, a liberdade econômica trabalhista se solidifica. Com essa solidificação e todas as suas consequências a sociedade de classes produtoras de riquezas aprenderá que essas riquezas são para todos as classes que as produzem. Essa consciência plena colocará em risco o capitalismo primevo que, depois de humanizado, passará a ter a chance de se tornar outra formação econômica ainda indefinida, que fomentará cada vez mais a liberdade das classes e depois dos indivíduos
A aprovação de uma lei favorável à participação efetiva nos lucros, como forma de pagamento exclusiva aos trabalhadores pelo seu esforço na produção, solidificará a liberdade econômica trabalhista e conscientizará a sociedade de classes produtoras de riquezas sobre a importância da divisão efetiva destas riquezas. Com essa consciência, o capitalismo primitivo que, até então, era a única forma de organização econômica, passará a ser humanizado e a ter a chance de se tornar outra formação ainda não definida, que fomentará cada vez mais a liberdade das classes e, posteriormente, dos indivíduos. Assim, a consciência de direitos e deveres econômicos das classes trabalhadoras será fortalecida, e haverá maior igualdade social.
2.       No novo capitalismo, o. capitalismo humanista, o capitalismo sustentável com um trabalhismo libertador, as classes produtoras de riquezas dominarão a sociedade de classes. A política deixará de ser representativa, passando a ser de fato direta, pois o poder do dinheiro estará nas mãos das classes que produzem as riquezas, e não mais nas mãos da classe política que nada produz.
No novo capitalismo, o capitalismo humanista, o capitalismo sustentável com um trabalhismo libertador, o poder do dinheiro estará na mão das classes produtoras de riquezas, que dominarão a sociedade de classes. A política deixará de ser representativa, e passará a ser de fato direta, pois as decisões serão tomadas pelas classes que produzem riquezas, e não mais pela classe política que nada produz. Será um capitalismo baseado na responsabilidade social, que primará pelo bem-estar das pessoas e pela preservação do meio ambiente. Assim, a riqueza será distribuída de forma equitativa, e não mais concentrada nas mãos de um pequeno grupo de pessoas. A participação direta das classes produtoras de riquezas na tomada de decisões permitirá que a prosperidade econômica seja compartilhada por todos.
3.       Toda a estrutura do capitalismo primitivo será reformulada, porque os trabalhadores descobrirão que estavam sendo enganados, principalmente pelos políticos classistas, pois produziam o ouro e recebiam latão. E poderá surgir o sonho de mais além. O capitalismo corre um grande risco!
Com a descoberta de que os trabalhadores estavam sendo enganados e explorados pelos políticos classistas, que tiravam proveito da produção de ouro, mas pagavam a eles em latão, o capitalismo primitivo corre o risco de ser completamente reformulado.
Esta descoberta tem o potencial de trazer mudanças significativas na forma como a economia é atualmente controlada. Os trabalhadores terão a oportunidade de lutar por melhores salários, direitos e condições de trabalho. Essas mudanças, por sua vez, darão origem a novos ideais e sonhos sociais, possivelmente mais igualitários e progressistas.


O capitalismo, portanto, tem um grande risco de sofrer alterações estruturais profundas, pois os trabalhadores não aceitarão mais a exploração de que foram vítimas. É possível que a partir daí, seja possível uma mudança na estrutura social e econômica, que abra caminho para um novo tipo de sistema, mais justo e igualitário
4. O socialismo apenas seria interessante se, no lugar da classe política no poder, se admitissem a classe capitalista, em conjunto com a classe trabalhadora. Mas isso não seria socialismo, já que uma de suas características é o domínio dos políticos sobre as classes que produzem os bens e serviços comercializáveis. Não poderíamos nem chama-lo de socialismo das classes. Pois se sabem que os socialistas são patrões cruéis e muito gananciosos.
No socialismo, o propósito é que os governos tenham o controle sobre as principais áreas de produção, como a indústria, os serviços, a agricultura, etc. O governo decide quais produtos serão produzidos, quando eles serão produzidos, e quem terá direito a eles. Desta forma, as pessoas não podem usar seus próprios recursos para fazer o que quiserem, mas sim seguir a direção do governo.
Portanto, não é possível a admissão da classe capitalista, juntamente com a classe trabalhadora, no lugar da classe política. Isso não se enquadra na definição de socialismo, pois os socialistas acreditam que o governo deve ter o controle sobre tudo o que diz respeito à produção dos bens e serviços destinados ao uso da população. Além disso, como já foi mencionado, os socialistas são conhecidos por serem patrões cruéis e gananciosos, o que não combina com a ideia de classes trabalhadoras e capitalistas unidas na produção e, portanto, na divisão das riquezas.
5.             O socialismo não é a melhor opção para os trabalhadores. Primeiro porque eles subtraem as propriedades dos capitalistas, as destroem e depois escravizam os trabalhadores. Ou, como no caso da China, se mancomunam com os capitalistas e estabelecem uma ditadura da pobreza para os trabalhadores e da riqueza par eles e os capitalistas.
O socialismo não é, portanto, a melhor opção para os trabalhadores. Ao invés de distribuir justamente a riqueza, busca subtraí-la dos capitalistas e destroem as propriedades que eles possuem. Além disso, o socialismo cria uma forma de escravidão econômica dos trabalhadores, mantendo-os em pobreza e subordinação. Na China, por exemplo, isso se tornou mais evidente, pois o governo lá uniu-se aos capitalistas e criou uma ditadura econômica, com a riqueza concentrada nas mãos de poucos, enquanto os trabalhadores vivem em condições de pobreza e escassez. Essa é uma das razões pelas quais o socialismo não é a melhor opção para os trabalhadores.

6.        A igualdade geral, sem a intervenção do Estado, sem planificação econômica por quem não participa da economia diretamente, com a livre concorrência estendida também à classe dos trabalhadores. Afinal, não é isso que os capitalistas tanto pregam e valorizam? Que o seja também para a classe dos trabalhadores.
A igualdade geral é uma meta a ser alcançada através do livre mercado, sem a necessidade de planificação econômica por parte do Estado. É necessário que a livre concorrência se estenda à classe dos trabalhadores, pois não há justificativa para que os capitalistas preguem e valorizem o livre mercado, mas não o façam para os trabalhadores. A classe dos trabalhadores deve ser incluída nesse processo de livre mercado, de forma que possam desenvolver e empregar suas habilidades e competências para obter melhores ganhos e melhores condições de trabalho, através da participação nos lucros criados também por eles. Essa inclusão permitirá que os trabalhadores alcancem uma melhor qualidade de vida e tenham mais oportunidades de desenvolvimento profissional para a sua própria felicidade e evolução da sociedade de classes. É uma forma justa de garantir a igualdade geral na sociedade, pois os trabalhadores têm direito aos mesmos direitos e deveres que os capitalistas.
7.          Liberdade econômica também para os trabalhadores!
8.          Seria a igualdade econômica a base de um capitalismo socialista ou de um socialismo capitalista?
9.               A representação política significa a manutenção do poder da classe política sobre a classe trabalhadora; significa a legalização dos desígnios estabelecidos pelas classes política e capitalista sobre os trabalhadores. Por essa representação política anacrônica, o capitalista paga o político classista para representar seus interesses e os interesses dos trabalhadores são levados para de baixo do tapete. E se o trabalhador não tiver o poder econômico nas mãos, essa representação continua.


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Resumo do Livro — O LIVRE-ESPIRITUALISMO

 . O Livre-Espiritualismo é uma obra de filosofia espiritual que se funda no Holorrealismo como nova chave de leitura da existência, do espí...