10 outubro 2016

DIREITA E ESQUERDA: PARA QUÊ? - POLÍTICA

1 INTRODUÇÃO

Hoje é fato, nos perguntamos sobre a utilidade dos termos e das posições políticas de DIREITA e de ESQUERDA. Na verdade, nos perguntamos até sobre qual a razão verdadeira dos políticos em nossas vidas. Este pequeno artigo tentará nos falar sobre esse assunto, que é tão nojento quanto necessário. O objetivo do mesmo é esclarecer sobre a necessidade ou não da esquerda e da direita na sociedade de classes e, principalmente, na vida da classe trabalhadora.

2 OS JACOBINOS E OS GIRONDINOS

2.1 Jacobinos e Girondinos

Os termos "direita" e "esquerda" em política nasceram na época da Revolução Francesa, em 1789. Segundo A Folha Online:

Os jacobinos faziam parte de uma organização política, criada em 1789 na França durante o processo da Revolução Francesa. No princípio tinham uma posição moderada sobre os encaminhamentos revolucionários, porém, com a liderança de Robespierre, passaram a ter posições radicais e esquerdistas. Pequenos comerciantes e profissionais liberais eram as principais camadas sociais que compunham este grupo.

Com um pouco de temor de parecermos de esquerda, mas com um temor horrendo de parecermos de direita, podemos afirmar, de maneira oposta ao respeitado jornal, que os Jacobinos eram aqueles que queriam a igualdade de direitos para uma maior parcela da sociedade francesa da época. Mais precisamente como afirma O GUIA DO ESTUDANTE (MOIÓLI, Julia).
O costume de afirmar que um partido político conservador é “de direita” e que quem reclama por reformas e mudanças é “de esquerda” nasceu com a Revolução Francesa, em 1789. Durante a Assembleia Nacional da Revolução, representantes de grupos com interesses divergentes se reuniram para decidir os novos rumos da França. As facções principais eram as que representavam o grande capital (a nobreza) e as da burguesia, que buscava o fim de direitos e privilégios feudais e a destituição do rei. Essas correntes ocupavam lugares específicos na sala em relação ao orador. ‘Os legisladores que defendiam reformas mais radicais, como ampliação do acesso à terra e a democratização da escolha dos representantes populares, por exemplo, eram chamados de jacobinos e sentavam-se sempre à esquerda. Os conservadores, que queriam manter alguns dos privilégios dos nobres, eram os girondinos e sentavam-se à direita’, afirma Adriana Facina, da Universidade Federal Fluminense. Ao longo dos anos, a história fortaleceu o sentido dos conceitos “direita” e “esquerda” e eles chegaram aos que conhecemos hoje. “Foi da disposição espacial na Assembléia Nacional na Revolução Francesa que nasceram, grosso modo, as definições que utilizamos para identificar posições dentro do espectro político”, diz Cristina Meneguello, professora de história da Universidade de Campinas.

É preciso delimitar o limite entra a verdade dos fatos e a vontade de escondê-la, que é o que está tentando fazer o supracitado jornal online. Quando diz que os girondinos eram menos radicais e eram liberais, faz-se necessário que atentemos para o fato de que, se hoje os direitos dos trabalhadores são tidos como fonte de inferno para a direita do mundo todo, imagine naquela época! Ou seja, os Jacobinos eram mais radicais porque o queriam era mais radical, a destituição completa do mal sobre a França e os Girondinos queriam perpetuar algumas regalias, pois tinham mais a ganhar que os Jacobinos e o resto do povo, como complementa o cita Guia (2016):
A primeira disputa entre direita e esquerda da história acabou com a vitória dos barbudos da oposição. Os jacobinos conseguiram aprovar a proibição da venda de cargos públicos, acabaram com as isenções de impostos dos nobres e decidiram elaborar uma nova Constituição, de onde nasceria a primeira Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

Os Jacobinos eram como os justiceiros do povão, ainda meio sem jeito, sem a esperteza da esquerda do século seguinte.
Ainda é interessante se perguntar quem escreveu a história dos Jacobinos? Os próprios Jacobinos ou os Girondinos no poder? Quem está no poder fala bem de quem perdeu ou não chegou a ele? Desconfie antes de acreditar!
Os girondinos eram aqueles que queriam também o poder, como a Monarquia queria continuar, ou seja, ter os privilégios que a Monarquia tinha e mantê-la para retirar o máximo proveito do que ela guardava para si durante os séculos de sua existência livre e destruidora. Alegre-se, essa não é a pior parte, pois o clero também mamava nas tetas do povo, bebia lhe o mel que o suor e o sangue dos trabalhadores produziam.

O imenso prazer que a direita de ontem e de hoje sente em dizer DECAPITOU não esconde a hipocrisia que tem quando afirma com desdém que os Jacobinos eram violentos e radicais. Aí se pergunte, caro leitor: quem decapitou a Robespierre? Os Jacobinos ou os Girondinos? No respeita jornal online encontra escrito assim:
Entre 1792 e 1794, os jacobinos lideraram o processo revolucionário na França, período que ficou conhecido como "Terror". Foi uma época em que ocorreram muitos assassinatos de opositores políticos, principalmente de monarquistas e girondinos (grupo composto pela alta burguesia francesa).

Outra besteira sobre os Jacobinos é dita nos falhos artigos da Wikipédia, essa diz respeito á oposição entre o liberalismo:
Há quem considere que na actualidade [SIC], a expressão jacobismo sic, designa a defesa do centralismo político e econômico do Estado como forma de imposição de direitos gerais democráticos e económicos alargados por lei. Sendo aqui portanto[SIC] o jacobinismo a antítese do liberalismo capitalista que liberta os movimentos políticos e económicos [SIC] da sociedade (!) (grifo nosso), reservando-se ao Estado o menor papel interventivo possível ou nenhum, de mero assistente e eventualmente regulador. (WIKIPÉDIA, 2016).

No grifo, o espanto e a indagação é sobre o liberta os movimentos. Desde quando a direita se permite movimentos livres? Quanto ao fato do papel do Estado ser enfraquecido, aí se tem razão, mas isso não é pretendido para usufruto de toda a sociedade, mas apenas daquela classe que estiver no poder, que geralmente é de direita.
Mas, felizmente, nem todos os seres humanos já apodreceram em nome do dinheiro e da exploração humana, e nos restam palavras de verdade dos fatos, como nas citadas pelo GUIA DO ESTUDANTE (2016):
Robespierre, principal líder dos jacobinos, era defensor da violência como forma de defender a revolução. Ele tinha como principal objetivo a transformação da França numa república, baseada nos princípios de igualdade e virtude.

A igualdade de direitos sempre perturbou quem estava no governo de direita. “Imagine, direitos para todos! E quem, então, vai produzir as nossas riquezas se estiverem todos felizes e conscientes?”. “Ora, ao inferno os direitos de todos! Ao inferno os esquerdistas! Ao inferno os jacobinos!”

2.2 Fim dos jacobinos

“Com prazer, anunciamos, nós a direita, o fim dos Jacobinos!”. Esse é um momento de grande triunfo: quando os jacobinos, que ajudaram a “derrubar” a Monarquia e o maldito Clero do poder, foram traídos e covardemente destituídos de seu posto de lutador pelas igualdades de direitos, perdendo ainda o seu líder maior: Robespierre. Sobre isso, com grande lascívia, A FOLHA ONLINE (2016) suspira, com fiel defensora da grande burguesia nas terras tupiniquim. Leia o que ela disse, mas perceba o gozo profundo e duradouro:
Após a prisão e execução de Robespierre na guilhotina, em 1794, os jacobinos tiveram suas atividades proibidas na França. Os girondinos voltaram ao poder e comando do processo revolucionário em 1794, implantando os ideais burgueses. Os jacobinos foram dissolvidos no ano de 1799. (FOLHA ONLINE, 2016).

2.3 Quem eram os girondinos? 

O citado jornal afirma que os Girondinos tinham as maiores qualidades da França da época e se ainda existissem com esse nome, até hoje seriam assim, na sua visão caolha e perigosa:
Os Girondinos faziam parte um grupo político moderado (grifo nosso) durante o processo da Revolução Francesa. Seus integrantes faziam parte da burguesia francesa. Eram assim chamados, pois faziam parte do partido político conhecido como Gironda. Liderados por Jacques Pierre Brissot, os Girondinos compunham o Terceiro Estado, junto com os Jacobinos e os Cordeliers. (FOLHA ONLINE, 2016).

Não havia nada de moderação, como não há, no momento em que uma classe está lutando contra tudo e contra todos para se manter no poder à custa do suor e das lágrimas de outra classe social que ajuda a produzir todas as riquezas materiais da sociedade de classes.

2.4 Principais ideais dos girondinos

Não vamos falar por nós, vamos citar na íntegra o que A FOLHA ONLINE fala sobre os girondinos, parece piada, mas vamos lá:
Os Girondinos defenderam, durante o processo da Revolução Francesa, a instalação de uma monarquia constitucional na França, após a queda do absolutismo. Portanto eram contrários ao radicalismo defendido pelos jacobinos. 

Por que eram contrários ao projeto dos Jacobinos? Por que eram bonzinhos com o resto do povo? Não. Porque eram bonzinhos para a sua própria classe. Além disso, não queriam destruir o poder, mas o queriam para si e se já tivessem em suas mãos, para quê destruir quem poderia lhes servir mais tarde? Veja o que ilustra a hipocrisia da época pela boca desdentada da alta burguesia de hoje:
Embora não fossem radicais, os girondinos reagiram com violência às medidas radicais tomadas pelos jacobinos durante a fase da Convenção Nacional. Chegaram a promover perseguições, conspirações e até assassinatos de jacobinos.

E não eram radicais! Como não eram radicais e mataram Robespierre? Como não eram radicais e destituíram a Monarquia de seu poder? Como não eram radicais e não se permitiram a igualdade de fato para o resto do povo? Eram radicais, pois sua missão maior era ser “favoráveis à liberdade das atividades econômicas, sem grandes intervenções do governo” (FOLHA, 2016).
O seu radicalismo era tanto, em favor de seus próprios interesses, que eram “defensores de um sistema republicano moderado, [...] favoráveis a exclusão dos mais pobres das eleições. Em 1795, implantaram o sistema de voto censitário (baseado em rendas) na França. (FOLHA ONLINE, 2016).

2.5 Girondinos na fase do Terror

Segundo a FOLHA ONLINE (2016), “com a instituição do regime do Terror pelos jacobinos, os líderes girondinos foram eliminados em outubro de 1793. Retomaram o controle da revolução em 1794, com a prisão e execução do líder jacobino Robespierre”. Na verdade, não foram eliminados, apenas naquela parte da batalha, houve um passo atrás para poder dar dois para a frente.





06 outubro 2016

PARA NOVOS POLÍTICOS

Políticos, militares, os revolucionários e os religiosos são os mais ambiciosos pelo poder. Por isso, esses grupos criam as perturbações da paz na sociedade de classes. 





Mas há apenas dois grupos que podem e devem governar a sociedade e deter o poder do Estado para manter a paz: a classe dos trabalhadores e a classe e do capitalista. Vejamos:
1. A sociedade é regida por dois grupos principais;
2. A classe dos trabalhadores e a classe dos capitalistas;
3. Esses dois grupos possuem o poder de governar a sociedade e o Estado;
4. O objetivo é manter a paz entre esses dois grupos, daí é espanador 0ara as outras classes sociais;
5. Para isso, eles devem ter consciência de que são as únicas classes que realmente produzem as riquezas e que, por isso, devem governar a sociedade;
6. Eles devem aplicar leis que sejam justas para ambas as classes;
7. A classe dos trabalhadores deve ter direitos iguais aos dos capitalistas;
8. A classe dos capitalistas deve ter acesso aos mesmos direitos;
9. As leis devem ser aplicadas de maneira justa e igualitária;
10. Assim, os dois grupos podem manter a paz na sociedade.

 Essas classes são só trabalho, não têm tempo para criar a guerra. Temos um mundo dividido entre ricos e pobres, entre os que trabalham muito e não são felizes e os que trabalham muito e são felizes. 

Temos um poder político que defende uns e condena a outros, temos, então, um plano governamental classista para implementar políticas voltadas para uma classe em detrimento da outra.

É isso que tem que mudar.

05 setembro 2016

UMA VIAGEM SÓ DE IDA (DO LIVRO "MARTE. MINHA MORTE OU MINHA SORTE?")


        DO LIVRO "MARTE. MINHA MORTE OU MINHA SORTE?"


É só isso?
Não.
É muito mais que isso.

Um brilho no olhar,
A perspectiva do desconhecido,
A imaginação da criação humana,
A vida breve para a vida longa:
Breve para mim,
Astronauta colonizador;
Longa para a humanidade,
Para toda a humanidade.

Uma viagem de emoções constantes.

Emoções sem parar.
A cada dia,
Com sol ou não,
Com tempestade de areia ou não,
Com amigos mortos ou não,
Até fim,
Emoções ininterruptas.
Isso e muito mais.

Segredos revelados
Que não serão contados no pé do ouvido
De um irmão ou de um pai,
Mas para toda a humanidade.

E o que ninguém sabe,
Saber-se-á?
E o que ninguém viu,
Será mostrado?
E o que ninguém ainda ouviu,
Pela terra,
Pelo céu,
Pelo mar,
Por que não,
Alguém ouvirá?

Nós veremos,
Nós ouviremos,
Nós falaremos.

Eu estou diante dessa indagação:
Apenas morrerei
Ou terei sorte de viver
O que nenhum outro ser humano,
Além de nós aqui nessa nave,
Viverá?

Desde que deixei de pisar no chão da Terra
Minha mente,
Quando deixa o medo
E a saudade de lado,
Só me faz criar o desejo de viver
Tudo que jamais viveria
Lá,
No Planeta Água.

Então,
Para você
Que jamais irá fazer história,
Porque está preocupado
Com o quilo do arroz,
Infeliz com suas moedas e suas dívidas,
Eternas dívidas,
Sinto em lhe dizer:
Você é um pequeno verme
Que tem conta num banco
Que não dá a mínima
Para as suas moedas de latão!

Para você,
Assim,
Que se acha importante,
Porque sabe de umas coisas,
Poucas coisas,
Poucas porque nunca saberá das coisas que sei
Porque vivi,
Mas apenas saberá dessas coisas
Porque eu vivi para você,
Porque o seu medo de ser mais além
Do que seu umbigo sujo lhe permite.
E que se transformou em uma ridícula engrenagem
De um sistema roedor de sua essência.
Você,
Aí sozinho com sua tristeza que ninguém,
Mas ninguém mesmo,
Pode saber,
Você é apenas um caroço
Dentro do limão,
Do limão já estragado.

Essa viagem só de ida
É tão importante
Que você,
Tão ridículo,
Não terá capacidade de entender
Não entenderá
Apenas se você abandonar
A sua vida como parâmetro
E tomar a humanidade
Como referência maior.

Você já abandonou sua zona de conforto
Quando foi para frente da TV
Assistir-nos decolar.
Você já saiu de seu salto alto,
De seu pedestal de ouro,
Quando,
Balançando negativamente a cabeça,
Entre tantos jovens
Que acharam maravilhosa essa decisão
De ir a Marte,
Você pensou:
“Loucos!”.
Agora,
Outros seres humanos
Entrarão assim para a história.
E você,
Pequeno como um grão de areia,
Que nunca em sua vida
Fez nada de tão grande
Que qualquer ser humano
Não fosse capaz de fazer,
 Você vai ter que aceitar.
Essa é a verdade mais atual
Que você,
Bem velho na mente,
Terá que aceitar,
Mesmo que em sua tolice,
Você diga com seus botões
“estão brincando de Deus!”
Mas não há brincadeira humana
Que Deus,
O Deus de verdade,
Não aprove,
Pois somos feitos,
Acredite,
 Á Sua Santíssima semelhança!


15 agosto 2016

TRECHO DO LIVRO "O LAGO DOS PEIXES ETERNO"

UM PEDACINHO SIGNIFICATIVO DO LIVRO
"O LAGO DOS PEIXES ETERNOS".




Um velho peixe havia esperado muitos anos, além daqueles que sua natureza lhe permitia, por seu descanso eterno, mas pelas mãos de um pescador (apesar de que a sabedoria maior de um peixe é livrar-se dos letíferos anzóis). Entendia ele que sua existência, exageradamente longa, era o nó que atrasava o seu lago. Esse atraso seria causado pelo excesso de influências duradouras de elementos internos, deixando o lago sem contato externo, principalmente com os pescadores. Influências imposta por ele durante muito tempo.
Na natureza não há essa de ética humana, a vida se dá pelo consumo de seus recursos. A roda da vida é sustentada pela cadeia alimentar. E quando há muitos para comer, falta comida; e quando é o contrário, quando há muita comida, algum tipo de problema ocorre naquele espaço, como a população de mosquitos que cresce em detrimento da população predador, como por exemplo, os lagartos, como os calangos.
O lago de peixes velhos ou o lago dos peixes eternos, como era conhecido pejorativamente pelos seres dessa floresta, necessitava mudar. Esse era o papel do Velho Peixe e do jovem Pássaro Carão. E, sem saber, esses dois moradores da selva vizinha da comunidade Canarinho, estavam plantando ali as sementes da preservação ambiental de maneira sustentável, isto é, de maneira que a geração presente não atrapalhasse a existência das gerações futuras para satisfazerem as suas necessidades vitais, quer dizer, usando adequadamente os recursos que a natureza e o progresso humano oferecessem, interagindo no espaço geográfico, mudando o que pudesse ser mudado, deixando intocável o que não devesse ser mudado, fazendo nascer uma nova natureza. Ou seja, praticar o fundamento da vida que é preservar-se e desenvolver-se simultaneamente.
Eles entendiam que a natureza deveria servir aos homens como a mãe que amamenta o seu primeiro filho: mantendo-se saudável para amamentar o seu segundo filho que poderia vir no futuro.
 — Se você não sabe, vivemos próximos à era da nova natureza — disse o velho peixe ao pobre pescador por um dia.
— Nova natureza?! O que é isso? — indagou o pescador sem anzol.
  — Nós, da floresta, nós que sentimos mais na pele a força e os segredos da natureza, porque não precisamos criar uma natureza artificial para nos embalar, sabemos o que está acontecendo com a Nossa Mãe. E com a ciência que vocês têm, e que tive o prazer em conhecer, se vai muito longe se vocês quiserem para salvar a natureza, não mais a velha, mas a nova natureza, a que é feita pelas sobras da natureza e o que vocês humanos acrescentarem.
  — Nossa mãe?! A minha já fale... — tentou se explicar o pescador embriagado.
  — A nossa mãe natureza, seu tolo! — intrometeu-se gritando o peixe falante. 
  — Ah, sim! — respondeu, meio sem jeito, o pescador. 
  — Ela está entrando num período de mudanças às quais passam pelas decisões dos seres humanos. Aliás, elas começam pelos humanos e terminam por eles também. Você não sabe disso, eu sei, os cientistas estão se acertando para denominar essa nova era de antropoceno, a era em que o ser humano mudou tanto a paisagem desse belo planeta, que se pretende levar seu nome, culpando-o por desgraças naturais que acontecem e que vão acontecer daqui a alguns anos. O planeta Terra não vai ser destruído. O que vai acontecer é que muitos seres vão desaparecer, o planeta, não. Seres vivos vão morrer, inclusive humanos. E nesse intervalo, em que conversamos, existem seres humanos que estão lutando para continuar tendo uma natureza bela e útil. Você conhece alguém que esteja nessa luta, ou você só conhece ao redor de seu copo de cachaça?
DO MEU LIVRO
"MARTE. MINHA MORTE OU MINHA SORTE?"


MARTE. MINHA MORTE OU MINHA SORTE?

Uma viagem só de ida.
É só isso?
Não.
É muito mais que isso.

Um brilho no olhar,
A perspectiva do desconhecido,
A imaginação da criação humana,
A vida breve para a vida longa:
Breve para mim,
Astronauta colonizador;
Longa para a humanidade,
Para toda a humanidade.

Uma viagem de emoções constantes.

Emoções sem parar.
A cada dia,
Com sol ou não,
Com tempestade de areia ou não,
Com amigos mortos ou não,
Até fim,
Emoções ininterruptas.
Isso e muito mais.

Segredos revelados
Que não serão contados no pé do ouvido
De um irmão ou de um pai,
Mas para toda a humanidade.

E o que ninguém sabe,
Saber-se-á?
E o que ninguém viu,
Será mostrado?
E o que ninguém ainda ouviu,
Pela terra,
Pelo céu,
Pelo mar,
Por que não,
Alguém ouvirá?

Nós veremos,
Nós ouviremos,
Nós falaremos.

Eu estou diante dessa indagação:
Apenas morrerei
Ou terei sorte de viver
O que nenhum outro ser humano,
Além de nós aqui nessa nave,
Viverá?

Desde que deixei de pisar no chão da Terra
Minha mente,
Quando deixa o medo
E a saudade de lado,
Só me faz criar o desejo de viver
Tudo que jamais viveria
Lá,
No Planeta Água.

Então,
Para você
Que jamais irá fazer história,
Porque está preocupado
Com o quilo do arroz,
Infeliz com suas moedas e suas dívidas,
Eternas dívidas,
Sinto em lhe dizer:
Você é um pequeno verme
Que tem conta num banco
Que não dá a mínima
Para as suas moedas de latão!

Para você,
Assim,
Que se acha importante,
Porque sabe de umas coisas,
Poucas coisas,
Poucas porque nunca saberá das coisas que sei
Porque vivi,
Mas apenas saberá dessas coisas
Porque eu vivi para você,
Porque o seu medo de ser mais além
Do que seu umbigo sujo lhe permite.
E que se transformou em uma ridícula engrenagem
De um sistema roedor de sua essência.
Você,
Aí sozinho com sua tristeza que ninguém,
Mas ninguém mesmo,
Pode saber,
Você é apenas um caroço
Dentro do limão,
Do limão já estragado.

Essa viagem só de ida
É tão importante
Que você,
Tão ridículo,
Não terá capacidade de entender
Não entenderá
Apenas se você abandonar
A sua vida como parâmetro
E tomar a humanidade
Como referência maior.

Você já abandonou sua zona de conforto
Quando foi para frente da TV
Assistir-nos decolar.
Você já saiu de seu salto alto,
De seu pedestal de ouro,
Quando,
Balançando negativamente a cabeça,
Entre tantos jovens
Que acharam maravilhosa essa decisão
De ir a Marte,
Você pensou:
“Loucos!”.
Agora,
Outros seres humanos
Entrarão assim para a história.
E você,
Pequeno como um grão de areia,
Que nunca em sua vida
Fez nada de tão grande
Que qualquer ser humano
Não fosse capaz de fazer,
 Você vai ter que aceitar.
Essa é a verdade mais atual
Que você,
Bem velho na mente,
Terá que aceitar,
Mesmo que em sua tolice,
Você diga com seus botões
“estão brincando de Deus!”
Mas não há brincadeira humana
Que Deus,
O Deus de verdade,
Não aprove,
Pois somos feitos,
Acredite,
 Á Sua Santíssima semelhança!



PEDACINHOS DO TRABALHISMO QUE PODEM LIBERTAR OS TRABALHADORES DOS URUBUS POLÍTICOS

SOBRE O TRABALHISMO ECONÔMICO
(Do livro O Trabalhismo Econômico)
Páginas 125 a 127.
O REFERIDO LIVRO MUDARA DE TÍTULO. 
SE CHAMARÁ " A LIBERDADE ECONÔMICA DOS TRABALHADORES".


1.    Com uma Lei a favor da participação efetiva nos lucros  aprovada, e tendo essa lei a prerrogativa de única forma de pagamento aos trabalhadores por seu esforço na produção, a liberdade econômica trabalhista se solidifica. Com essa solidificação e todas as suas consequências a sociedade de classes produtoras de riquezas aprenderá que essas riquezas são para todos as classes que as produzem. Essa consciência plena colocará em risco o capitalismo primevo que, depois de humanizado, passará a ter a chance de se tornar outra formação econômica ainda indefinida, que fomentará cada vez mais a liberdade das classes e depois dos indivíduos
A aprovação de uma lei favorável à participação efetiva nos lucros, como forma de pagamento exclusiva aos trabalhadores pelo seu esforço na produção, solidificará a liberdade econômica trabalhista e conscientizará a sociedade de classes produtoras de riquezas sobre a importância da divisão efetiva destas riquezas. Com essa consciência, o capitalismo primitivo que, até então, era a única forma de organização econômica, passará a ser humanizado e a ter a chance de se tornar outra formação ainda não definida, que fomentará cada vez mais a liberdade das classes e, posteriormente, dos indivíduos. Assim, a consciência de direitos e deveres econômicos das classes trabalhadoras será fortalecida, e haverá maior igualdade social.
2.       No novo capitalismo, o. capitalismo humanista, o capitalismo sustentável com um trabalhismo libertador, as classes produtoras de riquezas dominarão a sociedade de classes. A política deixará de ser representativa, passando a ser de fato direta, pois o poder do dinheiro estará nas mãos das classes que produzem as riquezas, e não mais nas mãos da classe política que nada produz.
No novo capitalismo, o capitalismo humanista, o capitalismo sustentável com um trabalhismo libertador, o poder do dinheiro estará na mão das classes produtoras de riquezas, que dominarão a sociedade de classes. A política deixará de ser representativa, e passará a ser de fato direta, pois as decisões serão tomadas pelas classes que produzem riquezas, e não mais pela classe política que nada produz. Será um capitalismo baseado na responsabilidade social, que primará pelo bem-estar das pessoas e pela preservação do meio ambiente. Assim, a riqueza será distribuída de forma equitativa, e não mais concentrada nas mãos de um pequeno grupo de pessoas. A participação direta das classes produtoras de riquezas na tomada de decisões permitirá que a prosperidade econômica seja compartilhada por todos.
3.       Toda a estrutura do capitalismo primitivo será reformulada, porque os trabalhadores descobrirão que estavam sendo enganados, principalmente pelos políticos classistas, pois produziam o ouro e recebiam latão. E poderá surgir o sonho de mais além. O capitalismo corre um grande risco!
Com a descoberta de que os trabalhadores estavam sendo enganados e explorados pelos políticos classistas, que tiravam proveito da produção de ouro, mas pagavam a eles em latão, o capitalismo primitivo corre o risco de ser completamente reformulado.
Esta descoberta tem o potencial de trazer mudanças significativas na forma como a economia é atualmente controlada. Os trabalhadores terão a oportunidade de lutar por melhores salários, direitos e condições de trabalho. Essas mudanças, por sua vez, darão origem a novos ideais e sonhos sociais, possivelmente mais igualitários e progressistas.


O capitalismo, portanto, tem um grande risco de sofrer alterações estruturais profundas, pois os trabalhadores não aceitarão mais a exploração de que foram vítimas. É possível que a partir daí, seja possível uma mudança na estrutura social e econômica, que abra caminho para um novo tipo de sistema, mais justo e igualitário
4. O socialismo apenas seria interessante se, no lugar da classe política no poder, se admitissem a classe capitalista, em conjunto com a classe trabalhadora. Mas isso não seria socialismo, já que uma de suas características é o domínio dos políticos sobre as classes que produzem os bens e serviços comercializáveis. Não poderíamos nem chama-lo de socialismo das classes. Pois se sabem que os socialistas são patrões cruéis e muito gananciosos.
No socialismo, o propósito é que os governos tenham o controle sobre as principais áreas de produção, como a indústria, os serviços, a agricultura, etc. O governo decide quais produtos serão produzidos, quando eles serão produzidos, e quem terá direito a eles. Desta forma, as pessoas não podem usar seus próprios recursos para fazer o que quiserem, mas sim seguir a direção do governo.
Portanto, não é possível a admissão da classe capitalista, juntamente com a classe trabalhadora, no lugar da classe política. Isso não se enquadra na definição de socialismo, pois os socialistas acreditam que o governo deve ter o controle sobre tudo o que diz respeito à produção dos bens e serviços destinados ao uso da população. Além disso, como já foi mencionado, os socialistas são conhecidos por serem patrões cruéis e gananciosos, o que não combina com a ideia de classes trabalhadoras e capitalistas unidas na produção e, portanto, na divisão das riquezas.
5.             O socialismo não é a melhor opção para os trabalhadores. Primeiro porque eles subtraem as propriedades dos capitalistas, as destroem e depois escravizam os trabalhadores. Ou, como no caso da China, se mancomunam com os capitalistas e estabelecem uma ditadura da pobreza para os trabalhadores e da riqueza par eles e os capitalistas.
O socialismo não é, portanto, a melhor opção para os trabalhadores. Ao invés de distribuir justamente a riqueza, busca subtraí-la dos capitalistas e destroem as propriedades que eles possuem. Além disso, o socialismo cria uma forma de escravidão econômica dos trabalhadores, mantendo-os em pobreza e subordinação. Na China, por exemplo, isso se tornou mais evidente, pois o governo lá uniu-se aos capitalistas e criou uma ditadura econômica, com a riqueza concentrada nas mãos de poucos, enquanto os trabalhadores vivem em condições de pobreza e escassez. Essa é uma das razões pelas quais o socialismo não é a melhor opção para os trabalhadores.

6.        A igualdade geral, sem a intervenção do Estado, sem planificação econômica por quem não participa da economia diretamente, com a livre concorrência estendida também à classe dos trabalhadores. Afinal, não é isso que os capitalistas tanto pregam e valorizam? Que o seja também para a classe dos trabalhadores.
A igualdade geral é uma meta a ser alcançada através do livre mercado, sem a necessidade de planificação econômica por parte do Estado. É necessário que a livre concorrência se estenda à classe dos trabalhadores, pois não há justificativa para que os capitalistas preguem e valorizem o livre mercado, mas não o façam para os trabalhadores. A classe dos trabalhadores deve ser incluída nesse processo de livre mercado, de forma que possam desenvolver e empregar suas habilidades e competências para obter melhores ganhos e melhores condições de trabalho, através da participação nos lucros criados também por eles. Essa inclusão permitirá que os trabalhadores alcancem uma melhor qualidade de vida e tenham mais oportunidades de desenvolvimento profissional para a sua própria felicidade e evolução da sociedade de classes. É uma forma justa de garantir a igualdade geral na sociedade, pois os trabalhadores têm direito aos mesmos direitos e deveres que os capitalistas.
7.          Liberdade econômica também para os trabalhadores!
8.          Seria a igualdade econômica a base de um capitalismo socialista ou de um socialismo capitalista?
9.               A representação política significa a manutenção do poder da classe política sobre a classe trabalhadora; significa a legalização dos desígnios estabelecidos pelas classes política e capitalista sobre os trabalhadores. Por essa representação política anacrônica, o capitalista paga o político classista para representar seus interesses e os interesses dos trabalhadores são levados para de baixo do tapete. E se o trabalhador não tiver o poder econômico nas mãos, essa representação continua.


POSTAGEM EM DESTAQUE

Resumo do Livro — O LIVRE-ESPIRITUALISMO

 . O Livre-Espiritualismo é uma obra de filosofia espiritual que se funda no Holorrealismo como nova chave de leitura da existência, do espí...